Writing about music is like dancing about architecture-Frank Zappa melofobia@gmail.com



Para ir ouvindo em 2010


Para me redimir de ter deixado de postar no Melofobia, acabo/começo o ano com uma série de posts, com alguns dos projectos que podem vir a deixar marca no ano que vem, ou que simplesmente fizeram uma canção que em bom estrangeiro «rocked my world».

Como sou miúda que gosta da sua categorização, vou fazer a coisa por ordem alfabética, tudo porque há quatro grupos que começam com a letra A que são promissores aos meus ouvidos e também porque estou a explorar a malta que vai ao South By Southwest 2010 e ainda não passei do A:

ARMS

Os ARMS vêm de Brooklyn e isso fala por si. Como muitos dos projectos de que vou falar por aqui ainda não têm direito a uma entrada no Wikipedia, mas têm um MySpace cheio de música muito agradável, da qual destaco o tema 'Construction' e este 'Kids Aflame', que podem ouvir em baixo.




Apostle of Hustle

Para quem, como eu, já tinha saudades de novidades de Toronto eis que chegaram as meus ouvidos os Apostle of Hustle, grupo que já tem oito anos de história em cima e que foi fundado por Andrew Whiteman, um dos proeminentes membros dos Broken Social Scene - quem é que não passou por lá dentro do indie canadiano? Os Apostle of Hustle levam ao SXSW o mais recente disco, "Eats Darkness", mas eu gosta muita desta música, 'National Anthem of Nowhere', do disco com o mesmo nome de 2007. Provavelmente vão ficar guardados discretamente no baú de prendas que Toronto de vez em quando lança ao mundo, mas já ninguém lhes tira a fuga que decora o final deste tema com que vos deixo. Myspace aqui.




Art vs Science

Lista ou listinha indie que se preze tem de ter um artista de Brooklyn, mas também da Austrália. Se no ano que passou, o electro-pop austral andou pelas bocas do mundo devido a grupos como os Cut Copy e os Empire of the Sun, chegam agora os Art Vs Science à boleia de temas como 'Parlez-Vous Français?', prontinhos para por a malta aos saltos nas madrugadas. Mesmo com as devidas concessões à chamada música de 'carrinhos de choque' vá. Olhó Myspace.




Autumn Owls


Acalmamos com os Autumn Owls e a sua sonoridade entre os Wilco e Tom Waits, com um cheirinho do shoegaze da sua cidade natal, Dublin. Aqui fica o Myspace. Para ver e ouvir, 'Raindrops in the River'.

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Ciaccona del Paradiso e del Inferno


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Los Hermanos no Cine Íris - Do Sétimo Andar


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Lord Newborn & The Magic Skulls



www.myspace.com/lordnewborn
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World Science Festival 2009: Bobby McFerrin Demonstrates the Power of the Pentatonic Scale


World Science Festival 2009: Bobby McFerrin Demonstrates the Power of the Pentatonic Scale from World Science Festival on Vimeo.

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Vícios I




Edward Sharpe & the Magnetic Zeros
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Playing the Building




O David Byrne decidiu pôr vários prédios espalhados pelo mundo a tocar. Um trabalho de engenharia e de fios e cabos melhor entendido se visto no vídeo, que mostra a instalação em Nova Iorque há um ano. Agora está em Londres. Sempre à frente este senhor.

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Assim vai a parvoeira


«Para assistir ao concerto dos Faith No More assistiu-se apenas às prestações de Úria, Coração e Guillul. Que foram, em termos subjectivos, extraordinárias. Úria (e banda) lembraram a mítica The Band. Coração apresentou-se de preto, e a dado momento virou as costas ao público, com a guitarra de pernas para baixo nas costas: era a imagem decalcada de Johny Cash. Fiel ao espírito do Man In Black, Coração acelerou as canções fazendo-as ganhar um ritmo vertiginoso, gritou as letras, dançou de pernas abertas e converteu gente que perguntava "Quem é este tipo?" ou exclamava (acreditem) "Mas isto é português!"», in Ipsilon por JB

I rest my case




'Land of Shunshine' - Faith no More no Sudoeste
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Três músicas para uma terça-feira



'Walkabout' - Atlas Sound feat Panda Bear (ou Bradford Cox com Noah Lennox)


'Smoke Bros' - Amazing Baby


'Dance With Somebody' - Mando Diao

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O Thurston Moore é que sabe




L'Enfance Rouge

O Thurston Moore dos Sonic Youth anda pr'aí a dizer que os L'Enfance Rouge são um dos melhores grupos europeus do momento, mas basta ver os primeiros segundos deste vídeo e afastar o francês do nome para perceber quem influencia quem no meio disto tudo. Até a loira é parecida. Fora o pequeno auto-felácio de Thurston, este grupo que nasceu ali onde a Europa encontra o Norte de África, é interessante por si só ao juntar os ritmos tradicionais que os rodeavam com o noise e códigos mais rockeiros. Auto-caracterizam-se internacionalistas, anti-imperialista e assumidamente anarquistas e amanhã passam por Sines. À pala.

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Alive!09



Klaxons

Os Klaxons estavam encarregues de continuar a boa campanha do palco secundário, depois do muito comentado concerto dos TV on The Radio. A tarefa não era fácil, mas os britânicos estiveram à altura.

O trio, que no palco passa a quarteto com um baterista convidado, já não demonstra em concerto o nervoso miudinho que marcou a sua actuação há dois anos lá mais para os lados de Sacavém. Uma evolução natural para uma banda que conta com um primeiro álbum como "Myths Of The Near Future", um caldeirão de new-rave, electro-punk, rock e pop assumido, carregado de verdadeiros singles que fizeram as delícias do muito público que os brindou com a sua presença num espaço perfeito para a exigência dançável das suas criações. 'Atlantis to Interzone', 'Golden Skans', Two Receivers', Magick', 'It's Not Over Yet', 'Gravity's Rainbow', enfim, as canções sucediam-se ao ritmo de um DJ set, na pessoa dos três britânicos meio alucinados e vestidos à la Star Trek meets Abba.

Os mais atentos estariam de olhos bem abertos para consumir em primeira mão por cá os tais novos temas que o trio anda a prometer há algum tempo. E a verdade é que os britânicos foram simpáticos ao mostrar pelo menos dois. Títulos nem ouvi-los, já que foi parco em conversa o principal vocalista Jamie Reynolds, mas uma busca rápida leva-nos pelo menos a 'The Parhelion', canção que até já teve direito a mudança de nome já que antes chamava-se 'Valley Of The Calm Trees'. Cheios de retoques fantasmagórios, os novos temas puseram quase toda a gente a dançar e abriram, e bem, o apetite para o segundo disco, entretanto adiado para 2010.



Eagles of Death Metal

Os Eagles of Death Metal apresentaram-se ao público do Alive cheios de vontade de animarem a malta, pouca ainda a esta hora, mas conhecedora. Ao primeiro olhar foi notória a falta de Josh Homme dos Queens of The Stone Age na bateria, mas o facto foi rapidamente apagado porque Jesse Hughes, o vocalista da bigodaça à motoqueiro e o cabelo à Tom Petty, encarregou-se de pôr o público a mexer, saltar e celebrar o puro e duro rock n' roll.

As guitarras são a alma e a base desta banda sempre mutável que esta tarde se apresentou como quarteto. Assim uma espécie de arma sempre pronta a invadir a terra com o poder do rock. Tudo comandado por Hughes, a figura onde todas as atenções se centram. Ele abana as ancas. Ele faz de maestro de um coro de berros do público. Tira a t-shirt. Enfim, é a personificação da cabeça aos pés da estrela de rock à antiga, daqueles que andavam com a guitarra nas costas pelas estradas intermináveis dos EUA. 'Heart On', 'Anything 'Cept the Truth', 'Whorehoppin (Shit, Godmann)', 'I Want You So Hard (Boy's Bad News)', dedicada aos Placebo, 'Wannabe In L.A', foram algumas das canções que se ouviram quando o sol começou a aproximar-se do «oceano», tantas vezes evocado por Hughes como umas das razões por estar a adorar a passagem por Portugal.




Ting Tings

«Esta é a primeira vez que tocamos em Portugal. Estamos muito contentes de estar aqui. O meu português é uma grande merda por isso vamos mas é começar», isto lido num português com sotaque inglês e temos as boas vindas de Katie White dos Ting Tings ao público que deixou os Prodigy no palco principal, para os ver no Palco Super Bock. E nem precisou ser muito para deixar o duo contente com a estreia por cá. A verdade é que "We Started Nothing", o primeiro disco do grupo, deixa qualquer um curioso sobre a sua apresentação ao vivo, para pelo menos confirmar se Katie e Jules de Martino chegam para a festa. E chegam.

Enquadrados por samples, muitos deles repetidos em coro pelo público, os dois músicos - ele na bateria, ela nos teclados, na guitarra e na voz - são os imparáveis mestres de cerimónia de 40 minutos de pura celebração da descontracção. Os culpados? Katie White, assim uma espécie de Kim Wilde depois de pedir roupas emprestadas a Debbie Harry, que não pára e até se diverte com a distorção da guitarra, mas sobretudo a dinâmica das versões ao vivo de 'We Walk', 'Fruit Machine', 'Keep Your Head', 'Be the One', e a santa trindade 'Great DJ', 'Shut Up and Let Me Go' e 'That's Not My Name'. Os Ting Tings não vieram cá para mudar o mundo da música, mas são bem capazes de deixar vários sorrisos em quem os encontrar por aí. E pensar que correram o risco de não tocar esta noite por falta de material...

Rita T. in Cotonete

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Uma Casa Portuguesa


À semelhança dos anos anteriores mas num formato maior, a programação da Casa da Música no Festival "Uma Casa Portuguesa" atinge o seu expoente na apresentação do que de melhor se faz em Portugal no meio das músicas tradicionais e de raiz portuguesa.
Um exemplo a seguir e um Festival a não perder!
Mais informações.
De Casa da Música - Uma Casa Portuguesa
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The Dead Weather



'Hang You From the Heavens' - The Dead Weather

Novo super-grupo de Jack White. Neste toca bateria, só porque sim. Também por lá anda a Alison Mosshart dos Kills. Só porque sim.
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Fanfarlo


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I met the Walrus


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